Um barco com 20 pesquisadores ligados ao projeto Piatam mar está atracado desde sábado (2) na Vila de Sucuriju, no extremo leste do Amapá, para estudar se há casos de malária na comunidade. Os visitantes fazem parte do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), Instituto Evandro Chagas (IEC), do Pará, e também da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).
A expedição busca saber como a malária está atingindo a população, com que freqüência ela ocorre na comunidade e ainda confirmar as espécies de mosquitos que podem estar ligadas à transmissão da doença. Somando cerca de 600 habitantes, a Vila de Sucuriju fica na região costeira do Amapá, no Cabo Norte, entre os municípios de Amapá e Tartarugalzinho. A localidade faz vizinhança com a Reserva do Lago Piratuba e está a 250 quilômetros de distância de Macapá, de onde partiu o barco dos pesquisadores.
Para chegar a Sucuriju, a equipe atravessou a baía de Macapá até a comunidade de Itamatatuba, ao sul da Ilha do Curuá, e passou ainda pela Vila Progresso. O barco da expedição visita a comunidade de Sucuriju até a próxima dia 11 do mês. Ao longo deste período, os pesquisadores estarão conversando com as lideranças da localidade e farão visitas a residências para ouvir moradores e saber se há registro de casos anteriores de malária entre as famílias. A equipe também estará coletando lâminas com amostras de sangue para realizar exames.
Outro foco importante será a coleta de mosquitos na região. Os pesquisadores querem saber quais os tipos de mosquitos do gênero Anopheles existem em Sucuriju e qual a participação de cada um na transmissão da malária, mais conhecida entre as populações tradicionais do Norte como paludismo, maleita, sezão ou tremedeira. Para isso, eles vão observar os horários e locais em que os mosquitos mais aparecem e também capturar exemplares das espécies para exames.
A malária é transmitida pela picada do mosquito, mas a doença é causada pelo Plasmodium, um parasita do inseto. Além de caçar mosquitos, os visitantes que estão em Sucuriju também vão ensinar os moradores a como se proteger melhor contra as picadas, e também como evitar a proliferação dos Anopheles. DadosA malária causa dores de cabeça e febres com calafrios. Pouco ainda se sabe sobre como a doença está afetando as localidades do Amapá e o estudo vai ajudar a entender melhor a situação da doença na região.
No Piatam mar II, três áreas de conservação do Amapá, Pará e Maranhão foram definidas como prioritárias para estudos que determinem o risco de transmissão de malária humana. A comunidade de Sucuriju é a primeira a merecer coletas no Amapá. "Não há dados disponíveis sobre a malária na região", justifica Marinete Marins Povoa, que chefia a expedição. A pesquisadora do Instituto Evandro Chagas coordena o Grupo de Doenças Tropicais do Piatam mar.
No Brasil, atualmente cinco espécies do gênero Anopheles já foram identificadas como vetores principais, locais ou secundários da doença. Somente com o entendimento profundo desse papel das espécies será possível conhecer a dinâmica de transmissão e implantar medidas de controle compatíveis com a realidade das diversas áreas a serem estudadas pelo grupo de pesquisa ao longo da costa dos estados do Amapá, Pará e Maranhão. Os dados devem ser cruzados com um levantamento das ocorrências atual e anteriores de malária humana nas populações, o que permitirá também ter conhecimento sobre a circulação do Plasmodium nessas comunidades.
Para proceder alguns exames preliminares, um pequeno laboratório para estudo de malária foi levado pela expedição à Vila do Sucuriju. Para a captura dos anofelinos, oito integrantes da equipe de pesquisa estarão se revezando como iscas humanas em determinados horários e locais da área de estudo. Com os membros inferiores descobertos, um lanterna e um capturador de sucção, eles cumprirão coletas de 12 horas diárias, com revezamento de dois técnicos a cada três horas em cada local de captura.
O projeto Piatam mar é coordenado pela Petrobras e a Universidade Federal do Pará (UFPA) e conta com a parceria de diversas instituições de pesquisa e universidades do Pará, Maranhão, Amapá e Rio de Janeiro. Seu objetivo é reunir dados para prevenir e gerir riscos de danos ambientais no transporte de óleo e derivados na costa amazônica. A expedição encaminhada à Reserva Biológica do Lago Piratuba, no Cabo Norte (AP), antecede a saída de outras três excursões-piloto paralelas, agendadas pelo projeto para a primeira quinzena de julho.
Realizando estudos em diversas outras áreas, as expedições da segunda fase do Piatam mar atingirão no Amapá também o Porto de Santana, além dos terminais de Itaqui, em São Luís e a área de proteção ambiental da Ilha dos Caranguejos, no Maranhão. No Pará, estão nas rotas o porto de Outeiro, os terminais de Miramar e Vila do Conde e a Reserva Extrativista de Soure.
Fonte: Museu Goeldi / Informe CT
A expedição busca saber como a malária está atingindo a população, com que freqüência ela ocorre na comunidade e ainda confirmar as espécies de mosquitos que podem estar ligadas à transmissão da doença. Somando cerca de 600 habitantes, a Vila de Sucuriju fica na região costeira do Amapá, no Cabo Norte, entre os municípios de Amapá e Tartarugalzinho. A localidade faz vizinhança com a Reserva do Lago Piratuba e está a 250 quilômetros de distância de Macapá, de onde partiu o barco dos pesquisadores.
Para chegar a Sucuriju, a equipe atravessou a baía de Macapá até a comunidade de Itamatatuba, ao sul da Ilha do Curuá, e passou ainda pela Vila Progresso. O barco da expedição visita a comunidade de Sucuriju até a próxima dia 11 do mês. Ao longo deste período, os pesquisadores estarão conversando com as lideranças da localidade e farão visitas a residências para ouvir moradores e saber se há registro de casos anteriores de malária entre as famílias. A equipe também estará coletando lâminas com amostras de sangue para realizar exames.
Outro foco importante será a coleta de mosquitos na região. Os pesquisadores querem saber quais os tipos de mosquitos do gênero Anopheles existem em Sucuriju e qual a participação de cada um na transmissão da malária, mais conhecida entre as populações tradicionais do Norte como paludismo, maleita, sezão ou tremedeira. Para isso, eles vão observar os horários e locais em que os mosquitos mais aparecem e também capturar exemplares das espécies para exames.
A malária é transmitida pela picada do mosquito, mas a doença é causada pelo Plasmodium, um parasita do inseto. Além de caçar mosquitos, os visitantes que estão em Sucuriju também vão ensinar os moradores a como se proteger melhor contra as picadas, e também como evitar a proliferação dos Anopheles. DadosA malária causa dores de cabeça e febres com calafrios. Pouco ainda se sabe sobre como a doença está afetando as localidades do Amapá e o estudo vai ajudar a entender melhor a situação da doença na região.
No Piatam mar II, três áreas de conservação do Amapá, Pará e Maranhão foram definidas como prioritárias para estudos que determinem o risco de transmissão de malária humana. A comunidade de Sucuriju é a primeira a merecer coletas no Amapá. "Não há dados disponíveis sobre a malária na região", justifica Marinete Marins Povoa, que chefia a expedição. A pesquisadora do Instituto Evandro Chagas coordena o Grupo de Doenças Tropicais do Piatam mar.
No Brasil, atualmente cinco espécies do gênero Anopheles já foram identificadas como vetores principais, locais ou secundários da doença. Somente com o entendimento profundo desse papel das espécies será possível conhecer a dinâmica de transmissão e implantar medidas de controle compatíveis com a realidade das diversas áreas a serem estudadas pelo grupo de pesquisa ao longo da costa dos estados do Amapá, Pará e Maranhão. Os dados devem ser cruzados com um levantamento das ocorrências atual e anteriores de malária humana nas populações, o que permitirá também ter conhecimento sobre a circulação do Plasmodium nessas comunidades.
Para proceder alguns exames preliminares, um pequeno laboratório para estudo de malária foi levado pela expedição à Vila do Sucuriju. Para a captura dos anofelinos, oito integrantes da equipe de pesquisa estarão se revezando como iscas humanas em determinados horários e locais da área de estudo. Com os membros inferiores descobertos, um lanterna e um capturador de sucção, eles cumprirão coletas de 12 horas diárias, com revezamento de dois técnicos a cada três horas em cada local de captura.
O projeto Piatam mar é coordenado pela Petrobras e a Universidade Federal do Pará (UFPA) e conta com a parceria de diversas instituições de pesquisa e universidades do Pará, Maranhão, Amapá e Rio de Janeiro. Seu objetivo é reunir dados para prevenir e gerir riscos de danos ambientais no transporte de óleo e derivados na costa amazônica. A expedição encaminhada à Reserva Biológica do Lago Piratuba, no Cabo Norte (AP), antecede a saída de outras três excursões-piloto paralelas, agendadas pelo projeto para a primeira quinzena de julho.
Realizando estudos em diversas outras áreas, as expedições da segunda fase do Piatam mar atingirão no Amapá também o Porto de Santana, além dos terminais de Itaqui, em São Luís e a área de proteção ambiental da Ilha dos Caranguejos, no Maranhão. No Pará, estão nas rotas o porto de Outeiro, os terminais de Miramar e Vila do Conde e a Reserva Extrativista de Soure.
Fonte: Museu Goeldi / Informe CT
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