
Mais informações no site do Simpósio.
Ciência, tecnologia e inovação no Brasil
Atualmente a Orbys trabalha para desenvolver produtos a partir do nanocompósito polimérico a que deu o nome comercial de Imbrik, uma palavra que lembra a estrutura imbricada de suas moléculas e a solidez e força da palavra inglesa brick, que significa tijolo. Eduardo conta quais são os três produtos que estão sendo desenvolvidos a partir do Imbrik: um adesivo para a indústria de calçados; uma borracha sintética para fabricar dutos de combustível dos automóveis; e um revestimento para tornar os vidros mais resistentes.
O adesivo é o produto que está mais perto da comercialização. O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), uma entidade de direito privado sem fins lucrativos que fica
Uma indústria de borracha e uma de vidro também já testam os materiais que incorporam o Imbrik. Mas, nesses casos, o desenvolvimento está em fase mais precoce. De acordo com Figueiredo, os exportadores de dutos de combustível usados em automóveis têm interesse na incorporação do nanocompósito à matéria-prima convencional para manter a competitividade na Europa. "As mangueiras fabricadas com polímeros tradicionais não oferecem uma barreira suficiente a gases e deixam escapar para o ambiente vapores de combustível", conta Figueiredo. "Estamos desenvolvendo uma borracha nitrílica, com maior impermeabilidade a gases, que poderá substituir o material hoje empregado na fabricação dos dutos." No outro projeto, está em teste um filme que torna o vidro mais resistente, podendo assim ser usado em peças automotivas.
A história do nanocompósito começou durante as andanças de Figueiredo em busca de novos negócios. No começo, ele pensou em explorar o potencial dos óleos essenciais, substâncias aromáticas extraídas de plantas e usadas na indústria de perfumes. Chegou a encomendar estudos para uma empresa júnior e para o Laboratório de Bioaromas do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Lá pelas tantas, decidiu mudar de rumo; e decidiu buscar trabalhos de pesquisa que envolvessem látex — pois, nos anos 1980, tivera uma plantação de seringueiras para a produção de borracha, no interior de São Paulo.
Assim encontrou Fernando Galembeck, professor titular e pesquisador do Instituto de Química da Unicamp. Também é coordenador do Instituto do Milênio de Materiais Complexos, do CNPq. O grupo de pesquisa que dirige no Instituto de Química detém patentes sobre um processo de obtenção de pigmentos a partir de nanopartículas — que resultaram no produto Biphor —; de fabricação de materiais para despoluição de gases de escapamento; e várias outras no campo da nanotecnologia. A patente licenciada para a Orbys é a PI0301193-3, depositada em 2003 pela Unicamp no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com o título "Produção de nanocompósitos de termoplásticos ou elastômeros com argilas intercaladas ou esfoliadas, a partir de látexes". Depois de alguns meses de negociação, a Orbys e a Agência de Inovação da Unicamp (Inova) assinaram, em dezembro de 2004, o contrato de licenciamento, pelo qual a empresa adquiriu os direitos de exploração comercial da patente. A partir de março de
Segundo Rosana Di Giorgio, diretora de Propriedade Intelectual e Desenvolvimento de Parcerias da Inova, a agência já assinou cerca de 150 contratos de transferência de tecnologia com empresas e instituições diversas. Destes, apenas três rendem royalties para a Unicamp, mas em valores ainda pequenos. "Demora um certo tempo para uma tecnologia desenvolvida numa pesquisa ou numa tese ser transformada em produto comercial", explica. "Depois que os contratos já assinados começarem a render, será como uma bola de neve."
Segundo o empresário, o mercado global da classe de produtos nanotecnológicos em que se enquadra o Imbrik vem crescendo à taxa de 29% ao ano e deverá atingir US$ 50 bilhões em 2020. As metas de sua empresa de participação nesse mercado são ambiciosas. "Em 2011, o mercado já deverá ser de US$ 3,6 bilhões", informa Figueiredo. "Nós pretendemos participar com 0,5% desse total." Do mercado brasileiro, que deverá ser de 3% do mundial em
Nanocompósitos poliméricos são materiais formados pela combinação de um matriz polímero — plástico ou borracha, por exemplo — com um composto inorgânico (sintético ou natural) que possua ao menos uma dimensão nanométrica. Essa combinação de materiais visa a melhorar as propriedades mecânicas, químicas e acústicas, de resistência à radiação, de condutividade ou isolamento elétrico do polímero convencional.
No caso do Imbrik, o composto inorgânico usado é a argila. A tecnologia que a Orbys licenciou permite a obtenção de nanocompósitos a partir de uma variedade de polímeros na forma de látex — como borracha natural, nitrílica ou de estireno-butadieno, acetato de polivinila (PVA), poliestireno, acrílicos (acrilatos de metila e de etila) e acrilonitrila-butadieno-estireno (ABS).
Segundo Figueiredo, o segredo da tecnologia da Orbys está no esfoliamento da argila, ou seja, na transformação de seus minúsculos grãos em folha ou lâminas. "Ao se juntar simplesmente o látex com a argila o que se obtém é apenas uma mistura, sem nenhuma propriedade especial", explica Figueiredo. "Mas quando se junta ao polímero a argila esfoliada, obtém-se um nanocompósito polimérico com características muito superiores às do polímero puro."
As lâminas de argila funcionam como um reforço estrutural, que se une fortemente à superfície do látex polimérico. A água presente no látex é eliminada; e as partículas podem então se aproximar umas das outras. Com isso, o material adquire propriedades mecânicas novas — entre as quais resistência elevada a esforço — e possibilidade de reciclagem. Há outros ganhos, garante Figueiredo: maior impermeabilidade a gases, aumento da resistência à ação de solventes, ácidos ou álcalis, à oxidação e à degradação por radiação, além de maior estabilidade térmica e resistência à fadiga e ao fogo. Isso ocorre porque os materiais criados com a tecnologia Orbys adquirem a propriedade da argila de tornar as superfícies mais perfeitas e menos porosas.
O nanocompósito polimérico possui várias formas de apresentação: emulsão, mantas, pellets, filmes e fios. "Outras qualidades são ser biodegradável, atóxico, agradável aos sentidos", diz o dono da Orbys. "Raramente um mesmo material apresenta todas essas propriedade positivas juntas." Por isso, há muitas alternativas de aplicações: na fabricação de adesivos, principalmente colas à base de água; para embalagens resistentes, ideais para alimentos; em solas e entressolas de calçados; em artigos esportivos, como bolas que tenham de reter a pressão interna do ar; elastômeros para a saúde, brinquedos e autopeças. Neste último caso, devido à resistência térmica, química e mecânica, o nanocompósito polimérico pode ser usado na produção de peças para áreas do motor que atingem altas temperaturas.
Fonte: Unicamp / PIPE
Um grupo de cientistas brasileiros e norte-americanos desenvolveu uma nova técnica, que emprega uma membrana ultrafina com um único poro em escala nanométrica, para detectar e classificar com precisão diferentes moléculas biológicas.
A descoberta, publicada na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), poderá ser útil para a criação de sensores multianalíticos com inúmeras aplicações.
De acordo com um dos autores do artigo, o professor Oleg Krasilnikov, do Laboratório de Biofísica das Membranas do Departamento de Biofísica e Radiobiologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre as vantagens da nova técnica está o fato de que ela não destrói a molécula analisada e necessita de uma amostra muito pequena para fazer a análise.
Além de Krasilnikov e de Cláudio Rodrigues, do mesmo laboratório da UFPE, a pesquisa teve participação de pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (Nist) e da Universidade Estadual Wright, em Ohio, ambos nos Estados Unidos.
A nova técnica permite a detecção das moléculas uma a uma, em espaço pequeno o suficiente para caber em um microchip.
Com quatro nanômetros de espessura, a membrana, feita de lipídios, é semelhante às membranas de células vivas. Na estrutura, os cientistas produzem um único poro com 1,5 nanômetro – 1 nanômetro é igual à bilionésima parte de 1 metro; um fio de cabelo tem cerca de 80 mil nanômetros.
Segundo Krasilnikov, a técnica é capaz de identificar as moléculas pelo fato de a membrana ter um único nanoporo. O pesquisador explica que um campo elétrico é aplicado nos dois lados da membrana, produzindo uma corrente. Quando uma molécula passa pelo poro e o obstrui, registra-se uma diminuição da corrente. Enquanto os sensores tradicionais são voltados especificamente para cada tipo de molécula, o sensor formado por um único nanoporo tem a vantagem de poder detectar simultaneamente uma maior diversidade de moléculas presentes em uma solução.
Utilizando cadeias de polímeros de diferentes tamanhos como modelos para biomoléculas, os pesquisadores conseguiram, com um único nanoporo, detectar a presença de 24 moléculas de tamanhos diferentes em uma única amostra. De acordo com o professor da UFPE, a nova técnica tem chamado a atenção da comunidade científica internacional por seu grande potencial de aplicações futuras.
Um dos objetivos dos pesquisadores é aprimorar a técnica para aplicação no desenvolvimento de um equipamento de seqüenciamento de DNA.Para desenvolver essa aplicação, no entanto, será necessário descobrir como desacelerar a passagem do DNA pelo nanoporo.
A nova técnica também poderá ser aplicada na área ambiental, com a produção de sensores de monitoramento de poluição. O processo poderá ser utilizado ainda na identificação e medição de concentrações de moléculas orgânicas nas indústrias farmacêutica e química.
Fonte: Agência Fapesp
Imaginem pegar uma cervejinha gelada no congelador e não sentir frio nas mãos. Pois bem, através de um novo tipo de rótulo auto-adesivo fabricado à base de nano materiais, a Novelprint desenvolveu uma solução pioneira capaz de propiciar o isolamento térmico entre a pele e a garrafa.
A novidade é fruto de projeto de pesquisa e desenvolvimento de soluções para o setor de rótulos e etiquetas auto-adesivas, que é promovido pela empresa e conta com financiamento de R$ 2,8 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência do Ministério da Ciência e Tecnologia.. Iniciado em setembro de 2005, o empreendimento é focado no estudo da nanotecnologia, ciência relacionada ao controle da matéria em escala molecular capaz de manipular nanômetros (nm), unidade de medida equivalente a um bilionésimo de metro. "Entre outros avanços alcançados, estão novas aplicações para o silicone e tintas líquidas", conta Jeffrey Arippol, presidente da Novelprint.
Além disso, há inovações também em equipamentos, como uma máquina aplicadora de rótulo para cerveja, que se encontra em exposição no show room da empresa e já possui patente registrada no Brasil e pedido de extensão para os Estados Unidos.
Após a conclusão do projeto, prevista para o fim deste ano, o aumento da participação da Novelprint no mercado pode chegar a 50%. "Com relação ao faturamento, este ano a previsão é de crescimento da ordem de 25%", afirma Jeffrey.Fundada em 1958 e sediada em São Paulo, a Novelprint oferece serviços de impressão de materiais para usos industrial e comercial, o que inclui etiquetas em papel, rótulos em plástico, lacres de segurança e laminados auto-adesivos destinados a diversos segmentos, como o de alimentos, higiene pessoal, limpeza e medicamentos.
Dois exemplos de soluções desenvolvidas pela empresa em circulação no mercado são os rótulos dos produtos Ketchup Heinz e Zero Cal. No portfólio de clientes, marcas consagradas: O Boticário, Havoline, Heliar, Sadia, Yakult e Maizena, entre outras.
Para conhecer as inovações criadas pela Novelprint, acesse o site da empresa, www.novelprint.com.br.
Fonte: Finep / Informe CT
O projeto visa fomentar o intercâmbio entre instituições de pesquisa em nanotecnologia do continente sul-americano e da Europa, e conta com a participação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) como representante do Brasil, com a missão de articular, na América Latina, o projeto de cooperação científica, integrado por mais cinco instituições do México, França, Espanha e Países Baixos. Também tem por finalidade aumentar a visibilidade na América Latina dos Programas-Quadro da União Européia de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (FP6 e FP7).
O programa prevê a realização de dois workshops e missões exploratórias subseqüentes no México e no Brasil (em Manaus) que possibilitem a identificação de oportunidades de trabalho entre pesquisadores e industriais europeus e latino-americanos.
O primeiro evento será realizado no México, em agosto de 2007 – um workshop a ser promovido pelo comitê organizador da Conferência Internacional de pesquisa
Outra responsabilidade da Suframa neste projeto é divulgar todas as informações referentes ao projeto por meio da revista eletrônica do Pólo Industrial de Manaus, “Minapim News”. A revista é a única na América Latina especializada em Micro e Nanotecnologia, com tradução para o português, inglês e espanhol.
A subvenção do Nanoforumeula cobrirá somente os custos adicionais de viagem à Europa, despesas com estada e com a pesquisa a ser desenvolvida pelo período de até três meses. Os salários não são cobertos pelo fórum.
A visita poderá ser feita em um destes quatro centros europeus de pesquisa de nanotecnologia entre 15 de agosto de 2007 e 1º de maio de 2008: UT MESA+ - Enschede, Holanda, MINATEC ® - Grenoble, França, Fraunhofer-IWS – Dresden, Alemanha, e UAM – Madri, Espanha.
O atual convite para subvenções de visitas está publicado no site institucional do Nanoforumeula, no site da revista Minapim e nos sites das organizações anfitriãs. Um comitê científico selecionará os candidatos e os resultados serão divulgados até agosto de 2007. As visitas serão realizadas entre 15 de agosto de 2007 e 1º de maio de 2008.
As pessoas e organizações que estejam interessadas neste projeto podem enviar uma mensagem eletrônica ao gerente técnico da Ineke Malsch (postbus@malsch.demon.nl).
Organizações e pesquisadores que não pertencem à União Européia são convidados a participar de todas as atividades de pesquisa da Comunidade Européia sob o FP7, sujeitos às regras de participação. Visite o site do Cordis.
Fonte: MDIC
O novo medicamento não possui similares no mundo e é uma novidade até para os órgãos regulatórios do Brasil. As pesquisas foram realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A Incrementha PD&I, centro para pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica de novos fármacos, nasceu da união de dois grandes laboratórios nacionais: a Eurofarma e Biolab. A empresa tem como objetivo o desenvolvimento de inovação incremental (a partir de uma droga já conhecida) e inovação radical (criação de uma nova molécula).
Cerca de 30 projetos estão em desenvolvimento, grande parte com o uso da nanotecnologia. A primeira patente já foi depositada e a expectativa é de que o primeiro nanomedicamento desenvolvido com tecnologia brasileira seja lançado no mercado já em
Fonte: Anpei
Segundo informações do MCT, o centro oferecerá, este ano, quatro cursos: dois acontecerão na Argentina e os outros dois no Brasil. Um deles já foi aprovado e será realizado nos dias
Para a elaboração do segundo curso, os interessados devem mandar um e-mail para o endereço cban@mct.gov.br com as seguintes informações: título do curso; nome do coordenador; tema; local onde será realizado o curso; nome dos palestrantes; data e número de horas; número de vagas previsto para alunos brasileiros e argentinos; modalidade: teórica ou teórica/prática; e orçamento estimado. O resultado será divulgado no fim do mês de maio.
Ainda de acordo com o MCT, as propostas serão analisadas pelos coordenadores brasileiros do centro, os pesquisadores Jairton Dupont e José de Albuquerque e Castro, e pelo Comitê Assessor do CBAN, formado pelos pesquisadores Belita Koiller, Celso de Melo, Fernando Galembeck e Nelson Duran.
Informações complementares sobre o CBAN podem ser obtidas aqui.
Fonte: Gestão C&T
O CSEM Brasil será instalado no futuro Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), próximo à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A iniciativa conta ainda com a parceria da FIR Capital, empresa gestora de um fundo de capital de risco que aplica recursos próprios e de terceiros em empresas de base tecnológica. O investimento para um período de cinco anos é estimado em US$ 50 milhões. O CSEM Brasil deverá ter 50 funcionários, a maioria deles brasileiros. Heinzelmann afirmou que esses profissionais farão intercâmbio na Suíça. Apesar de a unidade prevista ser voltada para microssistemas, o CSEM também trabalhará com a aplicação na área de nanotecnologia, uma das suas especialidades.
O acordo entre o CSEM e o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), agência de desenvolvimento econômico do governo mineiro, foi assinado em 31 de outubro de 2006. Prevê troca de mão-de-obra técnica, programas de treinamento, incluindo seminários e workshops, programas científicos entre universidades e centros de pesquisa dos dois países e troca de informações de mercado. A fábrica será implantada em parceria com investidores locais para produção de nano e microssistemas, sensores e atuadores para aplicação em vários setores, como o automotivo, de bens de consumo, em equipamentos médicos, na identificação de bactérias e grupo sangüíneos, meio ambiente e telecomunicações.
Criado em 1984, na Suíça, o CSEM é um centro privado de pesquisa: 46% do seu orçamento é dinheiro vindo de empresas clientes como Rolex, Philips, Bosch, Nestlé, entre outras. Trabalham para o centro 320 pessoas. O faturamento em 2006 foi de US$ 45 milhões. A instituição atua como uma ponte entre as empresas e as universidades e institutos de pesquisa. Seu objetivo, explicou Heinzelmann, é pegar pesquisas acadêmicas que tenham potencial de se tornar novos produtos e continuá-las na fase de aplicação. O CSEM tem um portfolio de 600 patentes. Utiliza esses conhecimentos para resolver os desafios em inovação das empresas clientes. Além de auxiliar as empresas a resolver problemas tecnológicos por meio da pesquisa, essa atividade de aproximação da academia com o setor produtivo gerou 18 novas empresas.
O centro não financiará projetos no Brasil com dinheiro suíço, mas auxiliará na identificação de fontes de investimento e financiamento no País, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e fundos de capital de risco. Heinzelmann disse que o CSEM trará recursos humanos e conhecimento, mas são os parceiros locais que levantarão o dinheiro para financiar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O workshop do CSEM na Abit
A nanotecnologia é considerada estratégica pela associação, tanto que a Abit criou em 23 de novembro do ano passado um Comitê de Nanotecnologia Têxtil e da Confecção. Como explicou Silvio Nápoli, integrante da Abit, o workshop com o CSEM é uma atividade desse comitê. O empresário contou ainda que a comissão de nanotecnologia vai criar um subcomitê para reunir escolas voltadas ao setor têxtil e de confecção e debater as demandas em termos de ensino e preparação de recursos humanos para o mercado.
No workshop, o CSEM apresentou duas palestras técnicas. A primeira, do diretor de nanotecnologia do centro, Raphael Pugin, mostrou aplicações nanotecnológicas em outros setores que podem ser utilizadas em inovação de produtos do setor têxtil. Uma das tecnologias descritas por ele foi o processo de mixagem de polímero desenvolvido pelo CSEM e utilizado por um cliente do centro, uma indústria de papéis para impressoras. Segundo ele, a empresa queria fabricar papel polimérico para impressão, mas o polímero que utilizava causava perda de resolução da imagem impressa. Para resolver esse problema, contratou o CSEM, que aplicou o tal processo de mixagem. Nele, dissolve-se um polímero em um solvente comum e o resultado dessa dissolução é depositado em uma superfície que se torna porosa, controlando o tamanho dos poros.
Com o processo, conseguiram fazer um papel com poros de tamanho nano (o que equivale a aproximadamente um milésimo da espessura de um fio de cabelo), de modo que a tinta fica confinada nesses poros, aumentando a resolução da imagem impressa no papel.
A especialista em nanotecnologia do centro, Érika Goervary, falou sobre o que o CSEM já faz hoje em nanotecnologia e que envolve o setor têxtil. Os exemplos dados pela pesquisadora não são de uso da nanotecnologia para melhoria dos produtos têxteis em si, mas de eletrônicos aplicáveis aos tecidos. É o caso dos sistemas eletrônicos aplicados à roupa de astronautas e que fazem o monitoramento de batidas cardíacas, temperatura, pressão, entre outros parâmetros. Ela mostrou também uma roupa com sensores, uma espécie de "segunda pele", que é usada por esportistas que passaram por algum tipo de cirurgia. A roupa monitora o movimento do atleta, indicando ao médico se o paciente está recuperando os movimentos depois de ter feito a cirurgia. Outro produto, chamado Biotex, tem sensores embutidos no tecido para monitorar fluidos do corpo. Os bombeiros de Paris, na França, usam essa tecnologia de sensores em seus uniformes para monitorar sinais vitais. Com isso, é possível saber sua localização e se eles não estão se intoxicando com a fumaça, por exemplo. "As apresentações nos mostraram uma interface clara entre as áreas médica e têxtil, o que já estamos observando aqui no Brasil também", concluiu Silvio Nápoli, da Abit, no encerramento do workshop.
Instalação do CSEM complementa construção de fábrica brasileira de chip
A iniciativa da construção do CSEM Brasil é complementar ao projeto da Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), cuja implantação também está sendo viabilizada
A construção de uma fábrica brasileira de semicondutores vem sendo articulada desde o começo do primeiro mandato do governo Lula, quando o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) organizou os grupos de trabalho que montaram a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), lançada em novembro de 2003. Na PITCE, o setor de semicondutores é classificado como prioritário e o de nanotecnologia, como portador de futuro.
Fonte: Inovação Unicamp
Durante o Congresso, serão avaliados a política industrial, o sistema de incentivos fiscais, as fontes de financiamento e os instrumentos de apoio à inovação. O evento também discutirá a biotecnologia, a nanotecnologia, as fontes renováveis de energia, a propriedade intelectual e outros temas. A partir dessas discussões, os participantes consolidarão um documento com sugestões do setor privado para promover o desenvolvimento tecnológico do país.
Entre os convidados para o evento estão Soumitra Dutta, professor de E-Business e Tecnologia da Informação do European Institute of Business Administration (Insead), Carl Dahlmann, professor da George Washington University, dos Estados Unidos, e Maria João Rodrigues, professora da Universidade de Lisboa. Na mesa-redonda de abertura do Congresso, eles falarão sobre políticas de inovação e competitividade.
As tendências tecnológicas e os desafios da indústria brasileira será o tema da conferência que tem como convidados Marc Giget, professor do Centro Nacional de Artes e Ofícios da França, e Carlos Henrique Brito Cruz, diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
As inscrições para o Congresso podem ser feitas no site www.cni.org.br/inovacao.
Fonte: ANPEI
A Conferência NT tem como principal objetivo promover o progresso científico e estimular o intercâmbio de idéias. Os tópicos que receberão atenção especial são: propriedades mecânicas dos nanotubos e a composição material, propriedades eletrônicas e ópticas, progresso do nanotubo síntese e purificação, modificação química das propriedades e aplicações.
Nesse encontro estarão presentes cientistas especializados na área de nanotubos e, de forma integrada, os participantes avaliarão o passado e definirão o direcionamento desse campo científico promissor. A Conferência é uma oportunidade de trocar conhecimento e divulgar os resultados dos trabalhos mais recentes realizados na área da nanotecnologia.
Outras informações sobre o congresso, como inscrições e programação, podem ser conferidas em http://www.nt07.org.
Fonte: FAPEMIGA submissão de artigos científicos vai até o dia 9 de abril. No caso da ICAPetro, os trabalhos deverão versar sobre exploração, prospecção, refino, transporte e distribuição de petróleo. Já para a NanoBio 2007 serão aceitos trabalhos nas diversas áreas da nanotecnologia e computação inspirada na biologia.
Fonte: ANPEI
O evento é promovido pelo Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp),
Entre os assuntos abordados estão “Polymer films for electronics: looking inside”, “Polymer films for electronics: looking inside”, “Novel nanostructured materials for solar cells”, “Supramolecular chemistry applied to nanotechnology” e “New Materials and the Environment.
Mais informações: www.2isamn.ifsc.usp.br.
Fonte: Agência FAPESP
A Galícia dirige atualmente o centro de nanotecnologia existente na cidade portuguesa de Braga.
Para o governador, que está em visita de cinco dias ao Brasil e tem na sua comitiva alguns empresários potencialmente interessados em investir no país, é importante privilegiar as relações com o Brasil no plano econômico e empresarial, já que a sua dimensão e dinamismo prometem boas possibilidades de negócio e de crescimento. Touriño, citado pela agência EFE, disse que a Galícia tem que ser uma "plataforma de relações comerciais e culturais" entre os países do Atlântico e da lusofonia.
A região autônoma da Galícia fica no noroeste da Espanha, junto a Portugal, e tem o galego como uma de suas línguas oficiais. O galego tem uma estrutura muito próxima da língua portuguesa.
Fonte: Agência Lusa
O Projeto Ghente irá apresentar o estado da arte das novas tecnologias na área do genoma humano e discutir as conseqüências deste avanço através de palestras científicas seguidas de debates entre gestores, pesquisadores e a sociedade.
Tanto as palestras quanto os debates serão focados na apresentação e discussão dos benefícios e riscos da aplicação destas tecnologias e sua capacidade inovadora na geração de produtos e serviços acessíveis para a população.
O evento reunirá um público de 320 pessoas, e as inscrições gratuitas estão abertas e serão limitadas a capacidade do auditório.
Data: 22 e 23 de março de 2007
Local: Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), no Rio de Janeiro.
Programa do evento: http://www.ghente.org/agenda/programa_novas_tecnologias.htm
Inscrição no evento: http://www.ghente.org/agenda/evento_novas_tecnologias.htm#inscricao
Fonte: REDETEC
No total, serão liberados R$ 145 milhões para o desenvolvimento de novas tecnologias em: semicondutores e softwares voltados para a TV digital e aplicações mobilizadoras e estratégicas; fármacos e medicamentos, com atenção para Aids e hepatite; bens de capital, com foco na cadeia produtiva de biocombustíveis e de combustíveis sólidos; setor aeroespacial; nanotecnologia; biotecnologia; biomassa e energias alternativas.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Programa de Subvenção deverá receber R$ 510 milhões de
Segundo a Finep, apesar da elevada demanda – foram recebidas 1.099 propostas no valor total de R$ 1,9 bilhão – não foi possível investir o que se pretendia nas pesquisas classificadas nas linhas prioritárias.
Os R$ 155 milhões restantes serão agora direcionados para a segunda fase do edital, que irá contemplar os temas gerais, que são as ações de incentivo ao desenvolvimento tecnológico e inovação para o aumento da competitividade das empresas, para o adensamento tecnológico e dinamização das cadeias produtivas e dos arranjos produtivos locais (APLs) ou, ainda, o incremento dos investimentos privados em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
Foram selecionadas para a segunda fase 487 propostas, que passarão pelo mesmo processo de análise feito para as áreas prioritárias. O resultado da análise dos projetos, que incluirá avaliação de mérito por consultores externos e levantamento das condições econômica, financeira e jurídica das empresas, deverá ser divulgado em março.
Do total de recursos aprovados na primeira fase, R$ 68,8 milhões serão destinados a projetos de micro e pequenas empresas. As áreas de TV digital, fármacos e medicamentos e aeroespacial foram as que mais receberam recursos na primeira fase do edital da subvenção.
O segmento de TV digital teve 16 propostas, avaliadas em R$ 30 milhões. A área de fármacos e medicamentos receberá R$ 23,6 milhões para o desenvolvimento de três projetos. O setor aeroespacial teve dez propostas aprovadas, no valor total de 36,3 milhões.
Mais informações: www.finep.gov.br
Fonte: Agência FAPESP