O professor Ricardo Galvão, que dirige o CBPF, unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que a construção do detector é mais uma demonstração da participação brasileira na luta pela não proliferação de armas nucleares. O plutônio resultante da fissão nuclear é o material utilizado na fabricação das chamadas bombas sujas.
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) aprovou um montante de R$ 1 milhão para o projeto, que foi debatido por mais de 50 físicos de diversos países reunidos no Rio de Janeiro, durante o 4º Workshop on Low-energy Neutrino Experiments, que o CBPF organizou em 2005.
A Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) deu o seu aval ao projeto, que será o primeiro experimento de grande escala em Física de Partículas construído no Brasil e deverá ficar pronto dentro de 3 anos.
Os neutrinos se assemelham aos elétrons, mas como não têm carga elétrica e possuem pouca massa, dificilmente são detectados.
Desde os anos 30, físicos de partículas pesquisam a composição da matéria e as formas como os neutrinos interagem, estudos que poderão explicar a parte da massa não observada no universo – a chamada matéria escura - e as razões do desaparecimento da antimatéria.
Fonte: Assessoria de Imprensa do MCT
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