O percentual de diabéticos no Brasil que controla de maneira inadequada o nível de glicose no sangue é muito alto, o que aumenta as chances de desenvolver complicações crônicas relacionadas à doença, como problemas cardíacos, insuficiência renal e cegueira.
A conclusão é de um amplo levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia. O ponto de partida foi a análise da taxa de hemoglobina glicada, que reflete o grau de controle da glicemia nos últimos três meses, em 6,7 mil pacientes com diabetes residentes em dez cidades do país.
A coleta de dados foi coordenada por um comitê composto por médicos endocrinologistas e epidemiologistas das duas entidades. Um questionário padronizado foi aplicado entre março de 2006 e fevereiro de 2007, em serviços médicos de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
De acordo com critérios da Associação Norte-Americana de Diabetes, a taxa de hemoglobina glicada ideal para pacientes em tratamento deve estar abaixo de 7%. Esse índice é tido como meta mundial de controle do diabetes por diversas sociedades e instituições vinculadas à doença.
“O trabalho mostra que 75% dos pacientes analisados estão com controle glicêmico inadequado, ou seja, com taxa de hemoglobina glicada superior a 7%”, disse Edson Duarte Moreira Jr., chefe do Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística do CPqGM e coordenador do trabalho.
Os resultados também foram analisados de acordo com o tipo de diabetes: pacientes com diabetes insulino-dependente (tipo 1) e pacientes com diabetes não insulino-dependente (tipo 2) apresentaram taxa de controle glicêmico inadequado de 89,6% e 73,2%, respectivamente.
Dos pacientes analisados – que tinham idades entre 18 e 98 anos, sendo 66% do sexo feminino e 34% do masculino –, 979 (15%) sofriam de diabetes tipo 1 e 5.692 (85%), do tipo 2.
“Essa amostra reflete a incidência nacional dos casos. Mais de 90% dos pacientes brasileiros sofrem de diabetes do tipo 2, que normalmente começa depois dos 40 anos e tem forte relação com o histórico familiar e com a obesidade”, afirmou Moreira Jr.
Segundo Moreira Jr., que também é coordenador do Centro de Pesquisa Clínica da Fundação Irmã Dulce, em Salvador, um dos fatores mais preocupantes no estudo é que até mesmo pacientes que cumprem rigorosamente a medicação e as orientações médicas estão com taxas de hemoglobina glicada altas.
O trabalho comparou dados de prevalência de controle glicêmico inadequado em nove países. O Brasil apresentou o segundo maior índice (75%), à frente apenas da Tunísia. França (34%), Alemanha (40%), Holanda (42%) e Canadá (49%) foram os países com os melhores controles.
Artigos científicos com outros resultados do estudo da Fiocruz e Unifesp, intitulado Pesquisa sobre a epidemiologia do diabetes no Brasil: Grau de controle glicêmico e complicações, estão sendo elaborados para publicação em revistas científicas nacionais e do exterior.
Fonte: Agência FAPESP
A conclusão é de um amplo levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia. O ponto de partida foi a análise da taxa de hemoglobina glicada, que reflete o grau de controle da glicemia nos últimos três meses, em 6,7 mil pacientes com diabetes residentes em dez cidades do país.
A coleta de dados foi coordenada por um comitê composto por médicos endocrinologistas e epidemiologistas das duas entidades. Um questionário padronizado foi aplicado entre março de 2006 e fevereiro de 2007, em serviços médicos de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
De acordo com critérios da Associação Norte-Americana de Diabetes, a taxa de hemoglobina glicada ideal para pacientes em tratamento deve estar abaixo de 7%. Esse índice é tido como meta mundial de controle do diabetes por diversas sociedades e instituições vinculadas à doença.
“O trabalho mostra que 75% dos pacientes analisados estão com controle glicêmico inadequado, ou seja, com taxa de hemoglobina glicada superior a 7%”, disse Edson Duarte Moreira Jr., chefe do Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística do CPqGM e coordenador do trabalho.
Os resultados também foram analisados de acordo com o tipo de diabetes: pacientes com diabetes insulino-dependente (tipo 1) e pacientes com diabetes não insulino-dependente (tipo 2) apresentaram taxa de controle glicêmico inadequado de 89,6% e 73,2%, respectivamente.
Dos pacientes analisados – que tinham idades entre 18 e 98 anos, sendo 66% do sexo feminino e 34% do masculino –, 979 (15%) sofriam de diabetes tipo 1 e 5.692 (85%), do tipo 2.
“Essa amostra reflete a incidência nacional dos casos. Mais de 90% dos pacientes brasileiros sofrem de diabetes do tipo 2, que normalmente começa depois dos 40 anos e tem forte relação com o histórico familiar e com a obesidade”, afirmou Moreira Jr.
Segundo Moreira Jr., que também é coordenador do Centro de Pesquisa Clínica da Fundação Irmã Dulce, em Salvador, um dos fatores mais preocupantes no estudo é que até mesmo pacientes que cumprem rigorosamente a medicação e as orientações médicas estão com taxas de hemoglobina glicada altas.
O trabalho comparou dados de prevalência de controle glicêmico inadequado em nove países. O Brasil apresentou o segundo maior índice (75%), à frente apenas da Tunísia. França (34%), Alemanha (40%), Holanda (42%) e Canadá (49%) foram os países com os melhores controles.
Artigos científicos com outros resultados do estudo da Fiocruz e Unifesp, intitulado Pesquisa sobre a epidemiologia do diabetes no Brasil: Grau de controle glicêmico e complicações, estão sendo elaborados para publicação em revistas científicas nacionais e do exterior.
Fonte: Agência FAPESP
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