Segundo o supervisor da Gerência de Planejamento e Negócios da entidade, Luiz Carlos Balbino, o sistema de integração lavoura-pecuária, que consiste basicamente na recuperação de pastagens degradadas por meio da plantação de culturas agrícolas, vêm sendo utilizado com freqüência por produtores de todo o país nas últimas décadas, com vários artigos científicos publicados sobre o assunto.
Segundo ele, estudos de campo realizados no interior de Minas Gerais comprovaram a eficácia do novo sistema: em um primeiro momento, o solo é preparado para o plantio de árvores, como o eucalipto. Nos três primeiros anos de crescimento das árvores, culturas agrícolas como milho e soja são plantadas no espaçamento entre os troncos, que devem ter uma distância de pelo menos oito metros.
Após a primeira colheita agrícola, a pastagem de animais como bovinos pode ser inserida até a retirada do eucalipto para a revenda da madeira, que ocorre a partir do sétimo ano após o plantio, quando o mesmo ciclo começa novamente.
A principal vantagem é que esse sistema permite a produção de culturas agrícolas, o reflorestamento de áreas degradadas com espécies nativas ou o plantio de madeiras certificadas para revenda, que nos dois últimos casos contribuem para o bem-estar dos animais por propiciarem sombra e eventualmente fornecerem alimentos.
Fonte: FAPESP
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